O que ver em Zagora

14 min de leitura
52 días
A Tombuctú en camello
950 m
Altura del Jebel Zagora
4.000
Manuscritos en la biblioteca de Tamegroute
1,5 M
Palmeras en el valle del Draa

Zagora é um pequeno oásis no sudeste de Marrocos que historicamente assinalava o início das grandes travessias pelo Sara. Esta localidade, famosa pelo icónico letreiro que diz «Tombuctu 52 dias», foi durante séculos um ponto nevrálgico das rotas caravaneiras transaarianas.

Rodeada pelo extenso vale do rio Draa e pelos seus palmerais, combina paisagens áridas de deserto com um rico património cultural bereber que a torna um destino imperdível para os amantes da aventura e da autenticidade marroquina.

A cerca de 350 quilómetros de Marraquexe, ao pé das montanhas do Anti-Atlas, este enclave oferece uma porta de entrada para o Sara e recebe os viajantes com a hospitalidade característica da região.

52 dias
Até Tombuctu de camelo
950 m
Altura do Jebel Zagora
724 m
Altitude da cidade
4.000
Manuscritos em Tamegroute

1. História de Zagora

A história de Zagora remonta a tempos antigos. No entanto, a cidade moderna ganhou forma durante o protetorado francês na década de 1930, quando aqui se estabeleceu um centro administrativo regional.

Uma fortaleza almorávida do século XI

Muito antes, no cume do Jebel Zagora —um monte com cerca de 950 metros de altitude— ainda se veem os seus vestígios. Esta fortificação medieval atesta a importância estratégica do local em antigas redes defensivas e comerciais.

Pela sua localização, a cidade e os arredores têm sido habitados por comunidades bereberes há séculos. A partir do século XVI, a região ganhou relevância histórica como berço da dinastia saadiana, que partindo deste oásis conseguiu estender o seu domínio a todo o Marrocos.

Nesses séculos de esplendor caravaneiro prosperou como última paragem antes de se internar no deserto rumo a Tombuctu. O célebre letreiro «Tombuctu 52 dias», à entrada da cidade, continua a recordar esse passado, quando as caravanas carregadas de tâmaras, ouro e sal partiam daqui rumo ao coração do Sara.

2. Geografia e envolvente

A cidade situa-se na região de Draa-Tafilalet, numa planície de oásis a cerca de 724 metros acima do nível do mar, rodeada de colinas pedregosas e desertos abertos. Atravessa-a o leito do rio Draa que, embora corra de forma intermitente, deu vida a um dos palmerais mais extensos do norte de África.

1,5 milhões de palmeiras

O vale do Draa estende-se por cerca de 200 quilómetros entre Agdz e Zagora, formando um imenso cordão verde em pleno cenário árido. Calcula-se que neste oásis cresça essa quantidade de tamareiras, o que o torna um dos maiores do continente. Cada palmeira fêmea pode produzir até 80 quilos de tâmaras por ano.

A envolvente natural combina o deserto pedregoso (hamada) com áreas de dunas próximas. A sul começam as areias do Sara, sendo as dunas de Tinfou o primeiro contacto com o deserto aberto. Estas dunas baixas, de areia finíssima e tons esbranquiçados, oferecem uma antevisão do Sara antes de se chegar aos grandes ergs mais a sul. A norte erguem-se os contrafortes do Anti-Atlas, protegendo o vale.

Clima e quando visitar Zagora

O clima é tipicamente desértico.

1
Verão

Extremamente quente, com temperaturas diurnas que ultrapassam os 40 °C em julho e agosto.

2
Primavera e outono

O termómetro é mais ameno, rondando máximas de 25-30 °C.

3
Inverno

Contraste acentuado entre o dia e a noite: as tardes são amenas, cerca de 20 °C, mas ao anoitecer o termómetro pode descer até 0 °C nas madrugadas de dezembro e janeiro.

As chuvas são escassas e esporádicas. Ocasionalmente, entre novembro e fevereiro, alguma tempestade faz reviver por uns dias o leito do Draa e cobre o deserto de efémeras florzinhas silvestres na primavera.

Uma das cidades mais quentes de Marrocos

Dada a intensidade do seu verão e a aridez da envolvente, a melhor época para a visitar é entre março-maio ou setembro-novembro, quando o calor é moderado e o oásis fica verde após as eventuais chuvas de inverno. Ainda assim, cada estação tem o seu encanto: no inverno o ar é límpido e há menos turistas.

3. Património cultural

O património cultural de Zagora reflete a rica história e diversidade das comunidades que habitaram este oásis. A maioria da população local é de origem bereber (amazigh), pertencente a tribos do Anti-Atlas. No entanto, ao longo dos séculos a cidade também acolheu comerciantes árabes e até uma notável comunidade judaica até meados do século XX.

Legado arquitetónico

Esta mistura percebe-se na arquitetura tradicional: os antigos ksar (povoações fortificadas) do vale do Draa e as kasbahs de adobe exibem um estilo bereber autêntico, adaptado engenhosamente ao ambiente desértico. Construídas com terra, palha e pedra, as suas muralhas cor de ocre mantêm interiores frescos e confundem-se com a paisagem.

O Ksar de Tissergate

Muitos ksar apresentam torreões decorados com motivos geométricos esculpidos no barro seco, um pormenor ornamental típico das fortalezas bereberes. Este, a poucos quilómetros da localidade, tem vielas de adobe e uma pequena exposição museológica que permite imaginar a vida num ksar do século XIX.

Legado cultural

Outro tesouro é o legado espiritual e intelectual que perdura na região. A apenas 20 km fica Tamegroute, sede de uma das bibliotecas corânicas mais importantes de Marrocos. Fundada no século XVII pela confraria Nassiria, chegou a reunir milhares de manuscritos trazidos de todo o mundo.

Um Alcorão do século XI em pele de gazela

Hoje a biblioteca conserva mais de 4.000 manuscritos originais, incluindo tratados de medicina, astronomia, matemática e poesia, além dessa peça excecional.

O artesanato local é outro pilar do património zagorense. Destaca-se a cerâmica verde de Tamegroute, famosa em todo o Marrocos pelo seu vidrado de cor esmeralda escura. Nas suas oficinas cooperativas, famílias de oleiros elaboram à mão, desde o século XVII, peças únicas: tajines, taças e azulejos com um acabamento vidrado esverdeado característico.

Também é singular a tradição ourives nos arredores. No Ksar de Amezrou, a cerca de 3 km, perdura a herança dos antigos artesãos judeus. Esta povoação fortificada, habitada desde o século XVIII, albergou uma importante comunidade hebraica dedicada à ourivesaria em prata. Ainda hoje se podem visitar ali uma pequena sinagoga em pé e oficinas onde os artesãos locais fundem a prata em moldes de argila para criar joias com motivos bereberes tradicionais.

4. Tradições locais

A vida quotidiana em Zagora está impregnada de tradições ancestrais que os habitantes mantêm com orgulho.

O souk de domingo

Um dos melhores lugares para presenciar a cultura local em ação. Realiza-se um animado mercado ao ar livre que atrai camponeses e comerciantes das aldeias vizinhas. Regatear aqui é uma arte social: os vendedores convidam a provar tâmaras ou a tomar um chá antes de negociar preços.

A hospitalidade é um valor fundamental entre os zagorenses. É comum que, após uma breve conversa, algum morador convide o visitante para a sombra de uma palmeira para partilhar um copo de chá de menta bem quente, conhecido coloquialmente como o "whisky bereber". Este gesto, simples na aparência, reflete o calor e a generosidade das pessoas do oásis, que consideram o hóspede uma bênção.

5. Pontos de interesse em Zagora

Embora Zagora em si seja uma cidade pequena e modesta, tanto na própria localidade como nos arredores há numerosos lugares que permitem ao viajante compreender a sua riqueza cultural e natural.

1
Biblioteca de Tamegroute

Situada num antigo ksar e atendida por descendentes dos sábios da confraria sufi, oferece visitas guiadas onde se podem admirar alguns manuscritos centenários escritos em belíssimas caligrafias árabes.

2
Oficinas de olaria de Tamegroute

Muito perto da biblioteca. Aqui é possível observar o processo artesanal da famosa cerâmica verde. Ver os artesãos moldar o barro no torno de pé e cozer as peças em fornos de adobe liga-nos a tradições do século XVII ainda vivas. Na loja cooperativa expõem-se tajines, taças e azulejos saídos do forno.

3
Centro histórico

Um passeio pela medina leva a descobrir a arquitetura local. Ali fica o bairro judeu ou mellah, com as suas vielas estreitas e casas de adobe, memória da comunidade hebraica que ali viveu até meados do século XX. Ainda se respira autenticidade em recantos como a antiga Kasbah, uma fortificação parcialmente em ruínas que outrora serviu de residência a caídes e autoridades locais.

4
Cooperativas femininas

Na parte nova da cidade destacam-se os mercados de artesanato e estas cooperativas de produtos locais, como tecidos bereberes e cosméticos de hena e argão.

Os arredores

Muito perto ergue-se o Jebel Zagora, uma colina-montanha que oferece a melhor panorâmica da região. Pode fazer-se uma caminhada simples até ao cume, com cerca de uma hora de subida.

Suba ao amanhecer

Dali contempla-se um espetáculo inesquecível: o sol pinta de dourado as dunas distantes, de vermelho acobreado os planaltos rochosos e de verde brilhante a faixa de vegetação do vale do Draa. Também são visíveis, na encosta do monte, os vestígios das muralhas almorávidas, embora o acesso a essa zona esteja restringido por se tratar hoje de uma instalação militar.

A cerca de 15 km, a paisagem muda novamente: o alcatrão dá lugar à areia nas Dunas de Tinfou. Este pequeno campo de dunas, com cerca de 30 metros de altura, é facilmente acessível e oferece uma parte do deserto de erg para quem não dispõe de tempo para se internar mais profundamente. Do seu cume pode avistar-se o horizonte infinito do Sara.

1
O letreiro "Tombuctu 52 dias"

Nenhum percurso estaria completo sem uma fotografia junto a este cartaz pitoresco, com inscrições em árabe e francês e ilustrações de camelos. Tornou-se um símbolo do local e uma lembrança do seu passado caravaneiro.

2
Ksar de Amezrou

Pela sua sinagoga e a sua ourivesaria tradicional em prata.

3
Museu do Vale do Draa

Situado numa antiga kasbah na zona de Aslim, onde se exibem objetos quotidianos e fotografias históricas da região.

4
Os palmerais da N9

Ao longo da estrada, salpicados de pequenos ksour de adobe e kasbahs semiabandonadas.

6. Gastronomia local

A gastronomia de Zagora é um reflexo fiel da sua envolvente e história, combinando ingredientes do oásis com a tradição culinária marroquina.

As tâmaras, as protagonistas

Cultivam-se numerosas variedades no vale do Draa, e as mais apreciadas são as chamadas deglet nour ou "dedos de luz", tâmaras compridas e doces de cor mel translúcido. Consomem-se tanto frescas como secas, e usam-se para adoçar chás, pães e sobremesas locais. Não é raro receberem-nos com um prato de tâmaras e amêndoas ao chegar a alguma casa ou acampamento, como símbolo de boas-vindas.

Aqui podem degustar-se todos os pratos emblemáticos da cozinha marroquina, mas alguns têm toques especiais da zona:

1
Tajine de borrego com ameixas e amêndoas

Muito popular nos festivais e celebrações familiares.

2
Cuscuz com sete legumes

Preparado tradicionalmente às sextas-feiras. Aqui costuma incluir cenouras, courgettes, nabos, grão-de-bico e abóbora, temperados com especiarias suaves e servidos com pedaços de frango ou borrego cozido a vapor sobre a sêmola.

3
Pão de areia

Uma autêntica especialidade nómada que se prova em pleno deserto. Amassa-se farinha com água e sal, enterra-se a massa sob a areia quente e brasas de fogo, e após uns minutos desenterra-se um pão redondo, achatado e fumado, com crosta tostada e interior fofo.

4
Chá de menta

O onipresente, preparado com chá verde gunpowder, folhas de hortelã fresca e bastante açúcar.

5
Kaab el ghazal

Cornos de gazela recheados com pasta de amêndoa e aromatizados com água de flor de laranjeira. Também são típicas as tâmaras recheadas com noz e cobertas de mel.

6
Harira e chá de ervas do deserto

Depois de um jantar sob as estrelas, com tomilho e artemísia, ideais para combater o fresco noturno.

7. Como chegar a Zagora

Chegar a Zagora faz parte da aventura, pois implica percorrer paisagens impressionantes mas isoladas do sul de Marrocos. A opção mais comum é viajar por estrada a partir das cidades importantes.

1
De Marraquexe de carro

Pode ir-se em veículo privado ou táxi partilhado, atravessando o Alto Atlas pelo porto de montanha de Tizi n'Tichka até Ouarzazate, e daí continuando via Agdz. São cerca de 350 km, que de carro demoram cerca de 7 horas devido às curvas de montanha e a eventuais paragens panorâmicas. O percurso é extremamente cénico.

2
De Marraquexe de autocarro

Há serviços diários operados pela CTM ou Supratours. A viagem costuma durar entre 8 e 10 horas, dependendo das paragens e do trânsito. Convém reservar com antecedência na época alta. Também existem minibus turísticos que fazem a rota em dois dias, com noite em Ouarzazate.

3
Via Ouarzazate

O seu aeroporto tem alguns voos nacionais a partir de cidades como Casablanca. Dali faltam cerca de 160 km, entre 2,5 e 3 horas de estrada. Em Ouarzazate é fácil encontrar táxis privados ou partilhados, bem como autocarros locais.

Deslocar-se pela zona

Uma vez aqui, deslocar-se pela localidade é simples: pode percorrer-se a pé a maior parte da povoação, já que a avenida principal (Mohammed V) concentra comércios, restaurantes e o souk. Para distâncias mais longas dentro do vale existem táxis locais e carros de aluguer. Se se quiser explorar aldeias próximas como Tamegroute ou Amezrou, um grand taxi é uma solução económica: partem da estação quando completam os passageiros.

Escolha guias credenciados para o deserto

Muitos viajantes optam por contratar excursões em 4x4 ou em camelo para se internar no Sara a partir de Zagora. É importante escolher profissionais com boas referências, já que as rotas do deserto podem ser perigosas se não forem bem conhecidas: há troços sem cobertura e possibilidade de se perder na hamada.

Temos um percurso de dois dias de Marraquexe ao deserto de Zagora, ainda em preparação. Escreva-nos e contamos-lhe tudo.

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8. Experiências recomendadas em Zagora

1
Passeio de camelo ao entardecer

Montar em dromedário pelas dunas próximas é praticamente um rito. Costuma fazer-se ao final da tarde para contemplar como o sol poente tinge de dourado e laranja o deserto.

2
Percurso pelo palmeral do Draa

Caminhar ou andar de bicicleta à sombra das palmeiras é uma forma excelente de apreciar a vida rural. Há trilhos entre hortas de hena, milho e quintais familiares, regados pelo tradicional sistema de valas. Pode visitar-se também o sistema de khettaras, antigas canalizações subterrâneas.

3
Noite em acampamento bereber

Uma das experiências mais mágicas. Excursões em 4x4 ou em caravana de dromedários levam até um acampamento nas dunas, onde se dorme em tendas haima sob um céu cheio de estrelas, com jantar típico à volta da fogueira e música de tambores.

4
Tour em 4x4 pelas pistas do deserto

Com um guia experiente é possível seguir a rota do antigo rali Paris-Dakar que ligava Zagora a Merzouga. No caminho visitam-se kasbahs abandonadas, pinturas rupestres escondidas em rochas como as de Foum Chenna e povoações nómadas.

5
Workshops de cozinha

Muitos alojamentos organizam-nos para ensinar a preparar pão bereber ou tajines com produtos do oásis.

9. Conselhos úteis para visitantes

  • Vestuário adequado: o sol pode ser inclemente e os costumes locais são conservadores. Leve roupa leve mas que cubra boa parte do corpo, chapéu ou turbante e óculos de sol. Nas noites de época fria, acrescente um casaco quente. O calçado fechado é preferível para caminhar sobre areia e rochas.
  • Hidratação e saúde: o clima seco pode levar rapidamente à desidratação. Beba água com frequência, mesmo sem sede, e leve sempre uma garrafa. Um bom protetor solar (mínimo FPS 30) e um bálsamo labial são indispensáveis. Se dormir no deserto, considere um saco-cama ou manta térmica no inverno.
  • Dinheiro em numerário: há multibancos na avenida principal, mas convém chegar com numerário suficiente caso não funcionem. Os comércios locais, mercados e guias individuais normalmente não aceitam cartões.
  • Idioma: aprender algumas frases em francês ou árabe será muito apreciado. As pessoas estão habituadas a turistas, por isso com gestos e paciência é possível entender-se no essencial.
  • Respeito cultural: peça permissão antes de fotografar pessoas. Se for convidado a entrar numa casa, descalce os sapatos ao entrar e aceite pelo menos um copo de chá. Durante o Ramadão, evite comer ou beber em público durante o dia.
  • Segurança e logística: conduza com prudência, sobretudo à noite, porque pode haver animais na estrada. O telemóvel tem cobertura na cidade mas perde-a a poucos quilómetros do deserto: avise sempre alguém de confiança sobre qualquer excursão a solo.

Perguntas frequentes

Un cartel a la entrada de la ciudad, con inscripciones en árabe y francés e ilustraciones de camellos, que recuerda los 52 días que tardaba una caravana de camellos en llegar a Tombuctú. Zagora era la última escala antes de internarse en el desierto, y de aquí partían las caravanas cargadas de dátiles, oro y sal.

Más de 4.000 manuscritos originales: tratados de medicina, astronomía, matemáticas y poesía, entre ellos un Corán del siglo XI escrito en piel de gacela. La fundó en el siglo XVII la cofradía Nassiria y está a solo 20 km de Zagora. Se visita con guía, atendida por descendientes de los sabios de la cofradía.

Una alfarería famosa en todo Marruecos por su vidriado de color esmeralda oscuro. En los talleres cooperativos, junto a la biblioteca, familias de alfareros llevan desde el siglo XVII haciendo a mano tajines, cuencos y azulejos, moldeando el barro con torno de pie y cociendo las piezas en hornos de adobe.

Los domingos. Es un mercado al aire libre que atrae a campesinos y comerciantes de las aldeas cercanas. Regatear allí es un ritual social: los vendedores suelen invitar a probar dátiles o a tomar un té antes de hablar de precios.

De marzo a mayo o de septiembre a noviembre, con máximas de 25-30 °C. Es una de las ciudades más calurosas de Marruecos: en julio y agosto se superan los 40 °C. En invierno las tardes rondan los 20 °C, pero las madrugadas de diciembre y enero pueden bajar a 0 °C. A cambio, el aire es claro y hay menos turistas.

Desde Marrakech son unos 350 km y alrededor de 7 horas en coche, cruzando el Alto Atlas por el Tizi n'Tichka hasta Ouarzazate y siguiendo vía Agdz. En autobús (CTM o Supratours) el viaje dura entre 8 y 10 horas. También se puede volar a Ouarzazate desde Casablanca y recorrer los 160 km restantes en 2,5 o 3 horas.

El Jebel Zagora, de unos 950 m, con una subida de aproximadamente una hora y la mejor panorámica del valle —aunque el acceso a los restos de la muralla almorávide está restringido por ser instalación militar—; las dunas de Tinfou, a 15 km, de unos 30 metros de altura; el Ksar de Amezrou, a 3 km, con su sinagoga y sus talleres de plata; y el Ksar de Tissergate, con su pequeña exhibición museística.

Se calcula que alrededor de 1,5 millones de palmeras datileras, lo que lo convierte en uno de los palmerales más grandes del continente. El valle se extiende unos 200 kilómetros entre Agdz y Zagora y cada palmera hembra puede producir hasta 80 kilos de dátiles al año.

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