O que ver em Merzouga

14 min de leitura
50 km
De dunas en el Erg Chebbi
150 m
Altura máxima de las dunas
45 °C
Máximas en verano
35 km
A Rissani

Merzouga é uma pequena povoação no sudeste de Marrocos, conhecida mundialmente pelas suas imponentes dunas de areia no Erg Chebbi. Este destino tornou-se uma paragem obrigatória para viajantes que desejam viver a experiência do deserto do Sara de forma autêntica.

Passear de camelo pelas dunas ao amanhecer, contemplar um céu estrelado sem igual e conviver com a cultura bereber são apenas algumas das vivências que aguardam o visitante. Neste guia exploraremos a sua história, as atividades imperdíveis, a gastronomia local, a riqueza cultural e todos os conselhos práticos para planear uma visita inesquecível a este recanto do Sara.

1. História de Merzouga

Embora hoje Merzouga seja famosa pelo turismo, as suas raízes encontram-se na tradição nómada e nas antigas rotas caravaneiras do Sara. A região tem sido habitada há séculos por comunidades bereberes (amazigh) que viviam como nómadas, deslocando-se de oásis em oásis.

50
Km de dunas do Erg Chebbi
150 m
Altura máxima das dunas
35
Km até Rissani
560
Km até Marraquexe

Muito perto encontram-se Rissani e as ruínas de Sijilmasa, um antigo entreposto comercial na rota das caravanas entre a África subsariana e Marrocos. Isto sugere que esta zona, com os seus poços de água e palmerais dispersos, servia de ponto de descanso para comerciantes e viajantes que atravessavam o deserto em tempos passados.

A lenda das dunas

Segundo um relato popular, as enormes dunas do Erg Chebbi formaram-se como consequência de um castigo divino. Conta-se que, há muito tempo, os habitantes de uma povoação vizinha recusaram socorro e água a uma mulher e aos seus filhos, que chegaram exaustos a pedir ajuda. A família pereceu por causa dessa desatenção e, como castigo, uma violenta tempestade de areia soterrou a povoação. Dessa tempestade nasceram as dunas douradas que hoje rodeiam a aldeia. Há quem diga que, sob o sol do meio-dia, o vento deixa ouvir lamentos vindos da areia.

Na época moderna, Merzouga continuou a ser uma aldeia remota até finais do século XX, quando começou a ganhar renome entre viajantes aventureiros. A primeira estrada asfaltada chegou há apenas algumas décadas. A partir de então, a população local, tradicionalmente dedicada à criação de gado e à colheita de tâmaras, encontrou no turismo uma nova fonte de sustento.

Hoje em dia, quase todas as famílias da zona participam de alguma forma na indústria turística. Uns organizam excursões pelo deserto, outros gerem acampamentos de tendas ou trabalham em pequenos alojamentos. Apesar do crescimento turístico, a aldeia conserva a sua essência tranquila e autêntica.

2. Como chegar a Merzouga

Merzouga situa-se a aproximadamente 560 quilómetros de Marraquexe e a cerca de 470 quilómetros de Fez, no extremo sudeste de Marrocos. Devido à sua localização remota, chegar até lá faz parte da aventura.

1
De carro

A partir de Marraquexe, o percurso típico atravessa o Atlas pelo porto de montanha de Tizi n'Tichka, desce até Ouarzazate e continua pelo vale do Dadés ou do Ziz até Erfoud e Rissani. São cerca de 9 a 10 horas, pelo que muitos viajantes pernoitam numa cidade intermédia. Desde Fez, a rota atravessa o vale do Ziz com os seus extensos palmerais, em cerca de 8 horas.

2
De autocarro

A Supratours opera serviços diários que ligam a aldeia a Marraquexe e a Fez. Costumam ser noturnos: partem ao entardecer e chegam de madrugada, após cerca de 10 horas de viagem. São confortáveis e com ar condicionado. Convém reservar com antecedência na época alta.

3
Em tour organizado

Numerosas agências oferecem circuitos de 3 a 4 dias que incluem o transporte em minibus ou 4x4, com paragens turísticas pelo caminho e noite em acampamento de tendas.

4
De avião e estrada

O aeroporto mais próximo é o de Errachidia, a cerca de 130 km, que recebe voos a partir de Casablanca. Outra opção é voar para Ouarzazate e continuar 350 km por estrada. Reduz as horas de carro, embora costume ser mais dispendioso.

Cuidado ao conduzir à noite

Os últimos quilómetros estão asfaltados, mas convém redobrar a atenção pela possível presença de animais na via e pelos troços sem iluminação.

Uma vez na região, Merzouga é pequena e pode percorrer-se a pé. Mas para explorar lugares mais afastados como oásis escondidos, o lago sazonal ou a aldeia de Khamlia, vai precisar de um veículo 4x4 ou de contratar excursões locais. Se viajar em veículo próprio, pode deixá-lo estacionado em segurança no seu alojamento antes de se internar nas dunas.

Merzouga é paragem em nove das nossas dez rotas ativas: só falta na que não desce ao deserto.

Ver as rotas

3. O que ver e o que fazer em Merzouga

A principal atração da zona é, sem dúvida, o majestoso mar de dunas do Erg Chebbi. Estende-se por cerca de 50 quilómetros e as suas dunas podem atingir até 150 metros de altura.

A areia muda de cor conforme a hora

Passa do dourado intenso ao laranja acobreado ou rosado. Contemplar o amanhecer ou o pôr do sol do alto de uma duna é uma experiência inesquecível: os primeiros raios tingem a areia de tons avermelhados, enquanto ao cair da tarde o deserto se envolve numa luz dourada suave.

Passeios de camelo pelas dunas

Montar num dromedário e internar-se lentamente no oceano de areia é a experiência clássica por excelência. Os passeios costumam ser marcados para as primeiras horas da manhã ou para o entardecer, quando o calor diminui e a luz torna o deserto mais mágico.

Sob a orientação de um camelheiro local, o visitante embala-se ao ritmo tranquilo do animal enquanto a infinita paisagem de dunas se desdobra no horizonte. A travessia típica leva desde a aldeia até um ponto panorâmico entre as dunas, e em muitos casos termina num acampamento de tendas para passar a noite.

Excursões em 4x4 e quads

Para quem procura mais adrenalina ou chegar a recantos mais distantes, os percursos em veículos todo-o-terreno são ideais. Abundam as excursões em 4x4 com condutor experiente, que conduz pelas dunas fazendo subidas e descidas emocionantes.

Também quads e buggies

É possível alugá-los para conduzir sozinho sob supervisão, seguindo um guia. Estas aventuras motorizadas permitem percorrer maiores distâncias no erg, visitar miradouros de onde se avista toda a extensão de dunas e até aceder a oásis remotos.

Noite no deserto sob as estrelas

Passar a noite no Sara é uma das experiências mais memoráveis. Após a travessia de camelo ou 4x4, os visitantes chegam a um acampamento de tendas tradicional erguido entre as dunas, tendas ao estilo bereber feitas de tecido grosso.

Ao chegar é comum ser recebido com um chá de menta quente, símbolo da hospitalidade marroquina. Depois de se instalar, pode subir-se à duna mais próxima para contemplar o céu a passar do azul ao alaranjado durante o pôr do sol.

A Via Láctea a olho nu

Ao cair da noite, a ausência de poluição luminosa revela um firmamento absolutamente impressionante. Milhares de estrelas brilham com nitidez. Os acampamentos costumam preparar um jantar tradicional, frequentemente um tajine ou um churrasco, e depois não falta a música local: à volta da fogueira, os anfitriões tocam tambores e cantam canções tradicionais.

Dormir no silêncio do deserto, interrompido apenas pelo suave sussurro do vento sobre as dunas, é uma vivência de paz absoluta. Ao amanhecer, muitos madrugam para subir a uma duna e ver o nascer do sol.

Sandboard e diversão na areia

Outra atividade cada vez mais popular é o sandboard, que consiste em deslizar pelas encostas das dunas com uma prancha, semelhante ao snowboard mas sobre areia. Algumas lojas e alojamentos locais emprestam ou alugam pranchas concebidas para o efeito.

Adequado para quase todas as idades

Subir a pé até ao cume de uma duna alta é cansativo, mas a recompensa chega ao deslizar encosta abaixo. Convém fazê-lo em zonas seguras, longe da circulação de veículos, e de preferência em horas de menos sol.

Observação de fauna e natureza

Embora à primeira vista o deserto pareça inóspito, está cheio de vida adaptada a condições extremas. Se prestar atenção, sobretudo ao amanhecer, verá pegadas de pequenos animais marcadas na areia.

Entre a fauna local destacam-se os fenecos (raposas do deserto), que por vezes rondam de noite perto dos acampamentos. Há também escaravelhos, pequenas lagartixas que correm sobre a areia quente e alguma ave solitária a sobrevoar as dunas.

Flamingos no Sara

Em certas épocas, após chuvas ocasionais, o lago sazonal Dayet Srij, a sudoeste da aldeia, enche-se de água e atrai bandos de flamingos cor-de-rosa e outras aves migratórias. Uma visita ao lago, se tiver água, permite apreciar este fenómeno natural verdadeiramente surpreendente.

Visita a Khamlia e música gnawa

A poucos quilómetros encontra-se a aldeia de Khamlia, cuja comunidade é formada em grande parte por descendentes de famílias vindas do Mali, do Sudão e de outros países da África Ocidental.

Khamlia é famosa por conservar a tradição musical gnawa, um estilo de música espiritual de raízes africanas. Muitos viajantes fazem uma paragem aqui para desfrutar de uma atuação: os grupos locais recebem os visitantes com ritmos hipnóticos, tocados com tambores, crótalos metálicos (qraqeb) e o guembri, um baixo tradicional de três cordas, acompanhados de cânticos ancestrais.

Aldeias próximas e mercado de Rissani

Rissani, a cerca de 35 km, é a povoação importante mais próxima. Foi historicamente um ponto comercial das rotas caravaneiras e hoje alberga um animado mercado tradicional. Em dias de souk, a cidade enche-se de comerciantes e compradores de toda a região.

O parque de burros

Um dos recantos mais curiosos do mercado é o local onde os camponeses deixam presos os seus burros enquanto fazem as compras. Perto de Rissani também se podem visitar ksour históricos e o mausoléu de Moulay Ali Cherif, antepassado da dinastia real de Marrocos.

4. Gastronomia em Merzouga

A oferta gastronómica local reflete a cozinha tradicional do sul de Marrocos, com alguns traços próprios da vida no deserto. Não espere restaurantes luxuosos nem uma grande variedade internacional: o que abunda são os pratos caseiros cheios de sabor, muitas vezes preparados por famílias locais.

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Tajine

Um guisado cozinhado lentamente. Pode ser de frango, borrego ou legumes, sempre com especiarias como cominho, curcuma e gengibre. Os desta região costumam ter toques especiais, como tâmaras ou amêndoas, dada a abundância de palmeiras no vale de Tafilalet.

2
Cuscuz

Sêmola de trigo cozida a vapor servida com legumes e carne. Embora tradicionalmente se prepare às sextas-feiras, muitos alojamentos oferecem-no a pedido em qualquer dia.

3
Pão

No deserto é fundamental. É cozido diariamente em fornos de barro ou sobre brasas, produzindo pães estaladiços por fora e macios por dentro.

4
Madfouna

Conhecida como "pizza bereber". É um pão recheado com carne misturada com cebola, alho e especiarias; por vezes leva também ovo e amêndoas. A massa sela-se e cozinha-se debaixo da areia quente com brasas por cima.

5
Chá de menta

Serve-se a qualquer hora, muito quente e em copinhos pequenos. Os anfitriões vertem-no de certa altura para o oxigenar e formar uma espuma suave: toda uma cerimónia.

5. Cultura e tradições em Merzouga

A riqueza deste lugar não reside apenas na sua paisagem, mas também na cultura da sua gente. A população local é maioritariamente bereber da tribo Ait Atta, com um legado nómada muito enraizado. Têm a sua própria língua, o tamazight, e tradições que diferem das das populações urbanas.

Os homens azuis

É comum ver os homens a usar a leve djellaba e um turbante comprido chamado chech. O de cor azul-índigo associa-se aos habitantes do deserto, daí a alcunha. Este tingimento desbota ligeiramente e chega a deixar a pele azulada com o tempo, mas o tecido oferece uma excelente proteção contra o sol intenso e as tempestades de areia.

A hospitalidade é um pilar central da cultura local. Apesar das condições duras da envolvente, ou talvez por causa delas, os habitantes do Sara desenvolveram um forte sentido de solidariedade e um caloroso acolhimento ao visitante. Muitos guias, camelheiros e hoteleiros vêm de famílias que antes foram nómadas, e gostam de partilhar como encontram água no deserto ou como se orientam pelas estrelas.

Outro aspeto notável é a música e o folclore. Além da música gnawa de Khamlia, os bereberes do deserto têm as suas próprias canções tradicionais, muitas vezes entoadas durante as noites no acampamento.

Durante o Ramadão

As pessoas jejuam durante o dia, pelo que os serviços podem ser mais lentos e alguns restaurantes permanecer fechados até ao pôr do sol. Recomenda-se ainda vestir de forma recatada na aldeia e pedir permissão antes de fotografar alguém, especialmente as mulheres.

Apesar de ser uma povoação pequena, tem atraído atenção mundial: por vezes organizam-se ralis de carros ou motos que atravessam o Erg Chebbi, e fotógrafos visitam a zona com frequência. Já se filmaram até filmes e videoclips nestas dunas.

6. Conselhos práticos para o visitante

Melhor época para visitar

1
Primavera e outono

De março a maio e de setembro a outubro são as melhores épocas. As temperaturas são quentes durante o dia, entre 25 e 30 °C, e agradáveis ou frescas à noite.

2
Verão

De junho a agosto traz um calor extremo, com temperaturas que podem ultrapassar os 45 °C nas horas de pico. Se só puder viajar nessa altura, planeie as atividades para o amanhecer e o entardecer, descansando ao meio-dia.

3
Inverno

De dezembro a fevereiro oferece dias amenos, entre 15 e 20 °C, mas noites muito frias, por vezes abaixo de 0 °C. É imprescindível levar roupa quente para as madrugadas no acampamento.

Roupa e equipamento adequados

Leve roupa leve e respirável para o dia: t-shirts de manga comprida de algodão ou linho e calças largas. Não se esqueça de um chapéu de aba larga, óculos de sol com boa proteção UV e um lenço tipo chech para cobrir a cabeça e o rosto em caso de vento ou sol intenso.

Para a noite e o amanhecer, leve um casaco quente ou polar, meias grossas e talvez um gorro leve, especialmente entre novembro e março. Quanto ao calçado, ténis ou botas leves para caminhar na areia; tenha em conta que inevitavelmente entrará areia nos sapatos.

Proteção solar e hidratação

  • Leve protetor solar de fator alto e aplique-o regularmente na cara, no pescoço e nos braços
  • Um bálsamo labial com FPS evita que os lábios ressequem
  • Beba água com frequência, mesmo sem sentir sede, para prevenir a desidratação
  • O ideal é levar uma garrafa reutilizável e, em excursões longas, garantir que leva água suficiente consigo

Saúde e segurança

Se não estiver habituado a andar de camelo ou aos trajetos de 4x4 pelas dunas, pode sentir-se enjoado com o balanço. Considere levar algum medicamento para o enjoo se for propenso a náuseas.

Sacuda os sapatos de manhã

Os encontros perigosos com fauna são raros: escorpiões e cobras normalmente mantêm-se escondidos e evitam o contacto. Ainda assim, convém sacudir o calçado antes de o calçar e usar uma lanterna ao caminhar de noite. Leve também um pequeno kit de primeiros socorros com pensos, desinfetante, analgésicos e algum antidiarreico.

Dinheiro, comunicações e ambiente

  • Na aldeia não abundam as caixas multibanco e as que existem nem sempre funcionam: leve dinheiro suficiente em dirhams e troque dinheiro em cidades grandes antes de chegar
  • A cobertura de telemóvel é razoável na aldeia, mas perde-se ao internar-se nas dunas. Alguns acampamentos oferecem wifi limitado; avise os seus familiares de que ficará incontactável essa noite
  • Qualquer resíduo que produza, leve-o consigo até poder deitá-lo fora na aldeia
  • Peça permissão antes de fotografar pessoas e vista-se de forma adequada nas áreas habitadas
  • Uma saudação em árabe ("Salam Alaikum") ou em bereber ("Azul") abrirá portas a interações mais autênticas

Condução em areia

Se viajar com o seu próprio veículo e quiser tentar conduzir pelas dunas, tome precauções. Conduzir em areia requer experiência: é fácil ficar atolado se não se esvaziarem um pouco os pneus ou se não se mantiver o impulso adequado sobre o terreno mole.

Não se interne sozinho no erg

O mais sensato é contratar guias locais que conhecem as rotas seguras. Se ainda assim decidir experimentar alguma condução fora de estrada perto da aldeia, leve sempre uma pá e placas de tração, e se possível não vá sozinho: melhor com pelo menos dois veículos para se ajudarem mutuamente.

Perguntas frequentes

Se extienden unos 50 kilómetros y alcanzan hasta 150 metros de altura. La arena cambia de color según la hora: pasa del dorado intenso al naranja cobrizo o al rosado. Los mejores momentos para subir a una duna son el amanecer, cuando los primeros rayos la tiñen de rojizo, y el atardecer, con una luz dorada suave.

Está a unos 560 km de Marrakech y a unos 470 km de Fez. En coche son de 9 a 10 horas desde Marrakech, cruzando el Tizi n'Tichka, y unas 8 desde Fez por el valle del Ziz. Supratours tiene autobuses diarios, casi siempre nocturnos, de unas 10 horas. El aeropuerto más cercano es el de Errachidia, a unos 130 km, con vuelos desde Casablanca; también se puede volar a Ouarzazate y seguir 350 km por carretera.

De marzo a mayo y de septiembre a octubre, con días de 25 a 30 °C y noches agradables. En verano se superan los 45 °C en las horas centrales, así que hay que salir al amanecer y al atardecer. En invierno los días son templados, entre 15 y 20 °C, pero las noches bajan a veces de 0 °C: en el campamento hace falta ropa de abrigo.

Se llega al campamento de jaimas en camello o en 4x4, y allí reciben con té a la menta. Antes de cenar se sube a una duna para ver la puesta de sol; luego hay cena tradicional, normalmente tajine o barbacoa, y música en torno a la fogata. Sin contaminación lumínica se ve la Vía Láctea a simple vista. Muchos madrugan para ver el amanecer desde lo alto de una duna.

Para el día, ropa ligera y transpirable: manga larga de algodón o lino, pantalones holgados, sombrero de ala ancha, gafas de sol con protección UV y un pañuelo tipo chech. Para la noche y el amanecer, chaqueta abrigada o forro polar y calcetines gruesos, sobre todo entre noviembre y marzo. Protector solar de factor alto, bálsamo labial con SPF, agua abundante y efectivo en dirhams: en el pueblo apenas hay cajeros y no siempre funcionan.

Una aldea a pocos kilómetros de Merzouga cuya comunidad desciende en buena parte de familias llegadas de Mali, Sudán y otros países del África occidental. Es famosa por conservar la tradición musical gnawa: los grupos locales tocan para los visitantes con tambores, crótalos metálicos (qraqeb) y el guembri, un bajo tradicional de tres cuerdas.

Sí, aunque a primera vista no lo parezca. Al amanecer se ven huellas en la arena, y entre la fauna están los fenec (zorros del desierto), que a veces merodean de noche cerca de los campamentos, además de escarabajos, lagartijas y alguna ave. Tras las lluvias, el lago estacional Dayet Srij se llena de agua y atrae bandadas de flamencos rosados.

Cocina casera del sur de Marruecos. El plato propio de la zona es la madfouna, la «pizza bereber»: un pan relleno de carne con cebolla, ajo y especias —a veces con huevo y almendras— que se cocina bajo la arena caliente con brasas encima. También tajines con dátiles o almendras, cuscús, pan horneado a diario en hornos de barro y té a la menta a cualquier hora.

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