O que ver em Rabat

17 min de leitura
2012
Patrimonio de la Humanidad
44 m
Altura de la Torre Hassan
1864
Construcción del Palacio Real

Rabat, a capital de Marrocos, é muito mais do que uma cidade administrativa: é um destino cheio de história, cultura e beleza que merece ser descoberto. Desde os seus monumentos emblemáticos até às suas medinas, esta cidade oferece uma mistura perfeita de tradição e modernidade.

Neste guia, vamos levá-lo a percorrer os seus recantos mais emblemáticos para que possa desfrutar do melhor desta cidade cheia de contrastes e encantos. Acompanhe-nos nesta viagem e descubra tudo o que Rabat tem para oferecer.

1. Como chegar a Rabat e circular pela cidade

Rabat é uma cidade bem ligada, acessível tanto a partir de outras cidades de Marrocos como de destinos internacionais.

2012
Património da Humanidade
44 m
Altura da Torre Hassan
8
Km até ao aeroporto
2011
Inauguração do elétrico

De avião

O Aeroporto Internacional de Rabat-Salé (RBA) fica a cerca de 8 quilómetros. Embora seja mais pequeno comparado com outros do país, oferece voos regulares de e para várias cidades europeias e do norte de África, com ligações a destinos como Paris, Madrid, Bruxelas e Londres.

Para se deslocar deste ponto até à cidade tem várias opções:

1
Táxi

Disponíveis à saída do terminal, demoram aproximadamente 20 minutos a chegar ao centro, dependendo do trânsito.

2
Autocarro

Há serviços que ligam o aeroporto ao centro de Rabat e à cidade de Salé. Embora sejam menos frequentes, são uma opção económica.

De comboio

Rabat conta com duas estações principais: Rabat Ville e Rabat Agdal. A rede ferroviária marroquina, operada pela ONCF, liga a cidade aos principais destinos do país: a partir de Casablanca o trajeto dura aproximadamente uma hora; a partir de Tânger, 1 h 20 min no comboio de alta velocidade Al Boraq; a partir de Fez, cerca de 2 h 30 min; e a partir de Marraquexe, cerca de quatro horas.

De autocarro

Os autocarros são uma opção mais económica do que o comboio e costumam ser pontuais e confortáveis. Companhias como a CTM e a Supratours oferecem serviços a partir de diversas cidades: cerca de três horas desde Fez, e cerca de cinco desde Marraquexe ou Chefchaouen.

Aluguer de viaturas

Disponíveis no aeroporto e no centro da cidade, tanto internacionais como locais. Só vai precisar de uma carta de condução válida e de um cartão de crédito.

Como circular pela cidade

Rabat conta com um eficiente e moderno sistema de elétrico inaugurado em 2011, que liga os principais pontos da cidade e Salé. Há serviços a cada 10 minutos nas horas de ponta e a cada 20 minutos no resto do dia. Os bilhetes são acessíveis e podem comprar-se nas máquinas de venda automática das estações.

Por outro lado, os autocarros urbanos cobrem a maioria das zonas da cidade. Há mais de 50 linhas que ligam bairros residenciais, áreas comerciais e locais turísticos. Lembre-se de que podem estar cheios nas horas de ponta; planeie as suas viagens em conformidade.

Existem dois tipos de táxis:

1
Petit taxis

De cor azul. São veículos pequenos que operam dentro da cidade. Podem levar até três passageiros e usam taxímetro. São ideais para deslocações curtas.

2
Grand taxis

Geralmente veículos maiores e de cor branca, usam-se para viagens entre cidades ou para destinos fora do centro urbano. As tarifas costumam ser fixas ou negociáveis.

Conselhos ao usar táxis

Verifique sempre se o taxímetro está ligado no início da viagem. À noite as tarifas sobem. E tenha em conta que é comum os petit taxis apanharem outros passageiros pelo caminho.

Por último, o centro de Rabat é amigável para os peões. Zonas como a Medina, a Kasbah dos Oudaias e o passeio marítimo são perfeitas para explorar a pé. Se preferir, algumas empresas oferecem aluguer de bicicletas, uma opção ecológica para percorrer parques e zonas costeiras.

Rabat é a primeira etapa das cinco rotas que partem de Casablanca.

Ver viagens desde Casablanca

2. Breve história de Rabat

Rabat é uma cidade com uma rica e multifacetada história que remonta à antiguidade. A sua localização às margens do rio Bou Regreg fez deste lugar um ponto de encontro de diferentes culturas e civilizações ao longo dos séculos.

Origens antigas

Os primeiros povoamentos na região de Rabat remontam ao século III a.C., quando os fenícios e mais tarde os cartagineses estabeleceram entrepostos comerciais na zona.

No entanto, foi durante o período romano que a região ganhou maior importância com a fundação da cidade de Sala Colonia, cujos vestígios se conservam hoje na necrópole de Chellah. Este enclave foi um importante centro comercial e militar até à queda do Império Romano.

Era islâmica e fundação da Kasbah dos Oudaias

Com a chegada dos árabes no século VII, a região adotou o Islão e começou uma nova etapa.

No século X, as tribos berberes locais estabeleceram pequenos povoamentos, mas só no século XII a cidade de Rabat começou a tomar forma sob o domínio da dinastia almóada. O sultão Yaqub al-Mansur decidiu transformar a cidade numa fortaleza militar a partir da qual lançar incursões em direção à península ibérica.

O minarete mais alto que nunca chegou a acabar

Durante o seu reinado, construiu-se a Kasbah dos Oudaias, uma cidadela fortificada que servia de base militar e residencial. Também iniciou a construção da Mesquita Hassan e da sua imponente Torre Hassan, que pretendia ser o minarete mais alto do mundo islâmico. No entanto, após a sua morte em 1199, as obras ficaram inacabadas.

Período de declínio e refúgio de piratas

Após a queda dos almóadas, Rabat entrou num período de declínio. Durante os séculos XV e XVI, a cidade sofreu ataques e ocupações por parte de portugueses e espanhóis, o que levou ao seu despovoamento parcial.

Já no século XVII, viveu um renascimento invulgar quando se tornou um refúgio para os mouriscos expulsos de Espanha. Estes refugiados trouxeram consigo conhecimentos artesanais e agrícolas, revitalizando a economia local.

A República de Bou Regreg

Durante este período, Rabat e Salé formaram um pequeno estado autónomo governado por corsários. A cidade tornou-se um notório centro de pirataria no Mediterrâneo e no Atlântico, o que atraiu a atenção e o conflito com potências europeias. Esta era de pirataria durou até ao século XIX, deixando uma marca indelével na identidade da cidade.

Protetorado francês e transformação em capital

Em 1912, com o estabelecimento do Protetorado francês em Marrocos, o marechal Hubert Lyautey escolheu Rabat como capital administrativa devido à sua localização e ao seu potencial de expansão. Os franceses empreenderam um plano urbanístico que respeitava a medina histórica ao mesmo tempo que desenvolviam uma cidade moderna com amplas avenidas e edifícios administrativos.

Independência e modernização

Após a independência de Marrocos em 1956, Rabat foi confirmada como capital do reino. A cidade tornou-se o centro político e administrativo do país, albergando o palácio real, ministérios e embaixadas. Sob o reinado de Mohammed V e, posteriormente, de Hassan II e Mohammed VI, Rabat tem passado por uma modernização e um desenvolvimento contínuos.

Em 2012, a UNESCO declarou Rabat Património da Humanidade, reconhecendo o seu valor universal excecional como capital moderna e cidade histórica. Hoje em dia, é uma cidade dinâmica que combina tradição e modernidade.

3. O clima em Rabat

O clima aqui é mediterrânico com influências atlânticas, o que lhe dá temperaturas amenas durante a maior parte do ano.

1
Verões

Quentes mas não extremos, com máximas à volta dos 27°C. Graças à brisa do Atlântico que refresca o ambiente, passear pela cidade é agradável mesmo nos meses mais quentes.

2
Invernos

Amenos, com temperaturas que raramente descem abaixo dos 8°C.

3
Chuvas

Concentram-se sobretudo no outono e no inverno, mas costumam ser breves e não interferem demasiado com as atividades ao ar livre.

De facto, as melhores épocas para a visita são a primavera e o outono. Se viajar na primavera, vai poder desfrutar da cidade no seu máximo esplendor, com parques e jardins em flor. No outono, os dias ainda são longos e soalheiros, o que permite aproveitar ao máximo cada jornada.

4. A Torre Hassan: um monumento inacabado com história

A Torre Hassan é um dos monumentos mais emblemáticos de Rabat.

Embora tenha ficado por concluir, a sua imponente estrutura continua a ser testemunha da ambição do sultão Yaqub al-Mansur no século XII, que planeava construir a maior mesquita do mundo muçulmano. A torre, com 44 metros de altura, seria o minarete desta enorme mesquita, mas após a morte do sultão as obras pararam e o projeto nunca chegou a completar-se.

Ao chegar, a primeira coisa que impressiona é a vista da torre rodeada por centenas de colunas da mesquita incompleta. É um espaço aberto que convida a passear e a refletir sobre a magnitude do projeto original. A torre, com a sua decoração de motivos geométricos e arabescos, reflete a riqueza arquitetónica da época almóada e tornou-se um símbolo histórico da cidade.

Vá cedo

Para a visita, é recomendável ir cedo para evitar as horas de maior afluência, e desfrutar das vistas panorâmicas do rio Bou Regreg e da cidade de Salé.

5. O Mausoléu de Mohammed V: um símbolo de respeito e tradição

Muito perto da Torre Hassan, o Mausoléu de Mohammed V é outro dos lugares mais reverenciados de Rabat. Trata-se de um monumento que, além de homenagear um dos líderes mais respeitados de Marrocos, reflete a riqueza cultural e a tradição do país.

Construído na década de 1960, alberga os restos mortais do rei Mohammed V, que liderou a luta pela independência de Marrocos, e dos seus filhos, o rei Hassan II e o príncipe Moulay Abdellah.

É um exemplo da arquitetura tradicional, com o seu exterior revestido a mármore branco e o seu telhado de telhas verdes, um símbolo da realeza. Ao entrar, vai encontrar uma sala decorada com mosaicos zellige, mármore talhado e uma cúpula de madeira de cedro, finamente trabalhada e dourada, que cria um ambiente solene e majestoso.

A entrada é gratuita

Guardas vestidos com trajes tradicionais vigiam o túmulo, acrescentando um ar de respeito e solenidade. A visita não tem custo.

6. A Kasbah dos Oudaias: uma viagem à época andaluza

Um dos recantos mais encantadores de Rabat. É um lugar que o transporta para a época andaluza, com as suas ruas estreitas, casas brancas e azuis, e uma atmosfera tranquila que contrasta com a azáfama da cidade. Fundada no século XII, foi originalmente uma fortaleza militar, e é hoje um bairro cheio de história e encanto, perfeito para se perder entre os seus pitorescos becos.

Uma das melhores formas de o descobrir é passeando sem pressa, deixando que cada esquina o surpreenda: desde portas decoradas com detalhes intrincados até pequenos pátios cheios de plantas. Não perca o Jardim Andaluz, um pequeno oásis com fontes, laranjeiras e flores que convidam a relaxar e a desfrutar da serenidade do lugar.

O Museu dos Oudaias

Na kasbah encontra-se o Museu dos Oudaias, situado num antigo palácio do século XVII. Este museu alberga uma coleção de arte marroquina, joias e tapetes tradicionais que refletem a rica herança cultural da região.

7. O Palácio Real de Rabat: residência da monarquia

É a residência oficial do rei de Marrocos e um importante centro da vida política e cultural do país. Construído em 1864, o Dar al-Majzén não serve apenas de lar à monarquia. Funciona também como sede do governo, onde se realizam reuniões diplomáticas e eventos oficiais de grande relevância para a nação.

A sua arquitetura reflete a elegância e o estilo tradicional marroquino, com amplos pátios, jardins e pavilhões. O complexo é impressionante pela sua dimensão e desenho.

Não se pode entrar

Embora os visitantes não possam aceder ao interior, podem admirar a grandeza do lugar a partir do exterior. Os portões principais, decorados com elaborados detalhes em bronze e madeira, são uma mostra do rico património artístico. A troca da guarda, que acontece diariamente, é um espetáculo que acrescenta um toque de majestade e é uma oportunidade única para captar a essência do lugar.

8. A Medina de Rabat: tradição e modernidade num só lugar

Ao contrário de outras, como as de Fez ou Marraquexe, a Medina de Rabat é mais tranquila e acessível, o que permite aos visitantes explorar as suas ruas sem a azáfama constante. Os seus souks, embora menos caóticos, estão cheios de vida e cor, com lojas que vendem desde artesanato até roupa tradicional.

Aqui vai encontrar uma grande variedade de produtos artesanais (sobretudo tapetes, cerâmica e joalharia) feitos por artesãos locais que mantêm vivas técnicas ancestrais. Além disso, há pequenos cafés e restaurantes onde se pode provar comida marroquina autêntica, desde tajines até doces típicos, tudo num ambiente acolhedor e autêntico.

Vá à hora de abertura

Para aproveitar ao máximo a visita, é recomendável ir cedo, quando as lojas começam a abrir e as ruas estão menos concorridas.

9. A Necrópole de Chellah: história antiga e jardins tranquilos

A Necrópole de Chellah fica a menos de 2 quilómetros do centro e é um dos sítios arqueológicos mais fascinantes de todo o Marrocos.

Sobre um povoamento anterior, Roma ergueu aqui a cidade de Sala Colonia. Mais tarde, no século XIII, os merínidas transformaram-na numa necrópole e local de retiro espiritual, acrescentando mesquitas, santuários e jardins.

Ao passear pelas ruínas, vai poder ver vestígios de muralhas, colunas e arcos que refletem o seu passado romano, bem como túmulos e mausoléus da época islâmica. A mistura de culturas é evidente em cada recanto, desde os antigos tanques onde se banhavam as enguias sagradas até às inscrições árabes nas pedras.

Os jardins e as cegonhas

Os Jardins de Chellah, cheios de flores, árvores de fruto e ninhos de cegonhas, oferecem um ambiente tranquilo e pitoresco, perfeito para uma visita relaxada.

10. O Museu de arte contemporânea Mohammed VI: inovação no coração de Rabat

O Museu de arte contemporânea Mohammed VI, inaugurado em 2014, é um dos centros culturais mais importantes de Marrocos e uma referência na cena artística de Rabat. Destaca-se pela sua arquitetura moderna e pelas suas amplas salas de exposição, que albergam uma coleção de obras de artistas marroquinos e internacionais.

O museu apresenta exposições temporárias e permanentes que incluem pintura, escultura, fotografia e videoarte. Entre as suas exposições destacam-se obras de artistas como Farid Belkahia e Hassan Hajjaj, cujas criações captam a essência da cultura marroquina com uma abordagem inovadora e vanguardista.

Dedique-lhe duas horas, de manhã

Para aproveitar a visita, é recomendável dedicar pelo menos duas horas a percorrer todas as salas e a desfrutar das obras com calma. Convém visitá-lo de manhã para evitar aglomerações, e verificar antes os dias de abertura.

11. Praia de Rabat: relaxe na costa atlântica

Também conhecida como praia dos Oudaias, é um lugar ideal para relaxar e desfrutar do mar. Situada junto à foz do rio Bou Regreg e aos pés da Kasbah dos Oudaias, oferece um ambiente pitoresco com vistas impressionantes. As suas areias douradas e o seu ambiente tranquilo tornam-na num destino popular tanto para locais como para turistas.

Surf a dez minutos do centro

O lugar é perfeito para atividades aquáticas como o surf e o bodyboard, graças às suas ondas constantes que atraem principiantes e experientes por igual. Além disso, é comum ver famílias a desfrutar do sol e do mar, sobretudo no verão. Perto da praia há pequenos cafés e bancas que oferecem bebidas e petiscos locais.

12. Jardim exótico de Sidi Bouknadel: um oásis de tranquilidade

Embora na realidade fique em Salé, este é um jardim botânico que o transporta para um mundo de exuberante vegetação e paisagens de sonho. Criado nos anos 50 pelo horticultor francês Marcel François, é um espaço único que alberga uma coleção de plantas exóticas trazidas de diferentes partes do mundo.

O ambiente sereno convida a passear pelos seus caminhos sombreados, atravessar pontes de madeira e descobrir pequenos recantos com lagos e cascatas que acrescentam um toque mágico ao percurso. É um lugar perfeito para desligar, relaxar e desfrutar do contacto com a natureza.

Quando ir

A entrada tem um custo simbólico que ajuda a manter o espaço. Recomenda-se visitá-lo na primavera ou no verão, quando a vegetação está no seu esplendor.

13. Rua Souika: a rua comercial por excelência

A Rua Souika é uma das artérias comerciais mais importantes de Rabat, um lugar onde se mistura a tradição com a modernidade. Esta rua estreita está repleta de lojas e bancas que vendem todo o tipo de produtos, desde especiarias e ervas aromáticas até têxteis, artesanato e joalharia tradicional.

Onde parar para comer

Ao percorrê-la, vai encontrar vários restaurantes e cafés onde pode desfrutar da gastronomia marroquina. Entre as recomendações, destacam-se as bancas de comida rápida, perfeitas para uma pausa entre compras, e as tradicionais casas de chá para relaxar com um doce e um bom chá.

14. O que ver perto de Rabat: excursões e locais de interesse

1
Temara

A apenas 20 km, uma pequena cidade costeira conhecida pelas suas praias tranquilas, ideais para relaxar e desfrutar do sol.

2
Floresta da Maâmora

Uma das maiores florestas de sobreiros do mundo, ideal para os amantes da natureza. Oferece trilhos para caminhar, fazer piqueniques e desfrutar da flora e fauna locais; é um refúgio de paz e frescura, sobretudo nos meses mais quentes.

3
Salinas de Sidi Moussa

Para uma experiência única. Aqui pode observar a tradicional extração de sal e desfrutar de uma paisagem surreal de lagoas cor-de-rosa e brancas.

4
Mehdia

Não muito longe das salinas, vai encontrar uma praia e uma lagoa que são um paraíso para os surfistas e amantes da observação de aves.

5
Skhirat

A meio caminho entre Rabat e Casablanca, destaca-se pelas suas praias tranquilas e pelo seu ambiente relaxado.

15. Gastronomia local

A gastronomia local de Rabat é um reflexo da rica diversidade cultural de Marrocos, uma combinação de sabores mediterrânicos, árabes e berberes que se fundem em pratos cheios de aroma e cor.

Comer aqui é uma experiência que vai muito além da simples degustação. É uma viagem através das suas tradições e um encontro com a sua gente, onde cada prato conta uma história de hospitalidade e paixão pela cozinha.

Pratos típicos

1
Tajine

Um dos mais emblemáticos, um guisado cozinhado lentamente num recipiente de barro, com combinações de carnes, legumes e especiarias que variam consoante a região.

2
Cuscuz

Outro clássico, tradicionalmente servido às sextas-feiras, feito com sêmola de trigo, legumes e carne, acompanhado de caldo.

3
Harira

Uma sopa espessa de tomate, leguminosas e especiarias, muito popular durante o Ramadão.

16. Conselhos específicos para desfrutar de Rabat

Para tirar o máximo partido da sua visita a Rabat, aqui ficam alguns conselhos específicos que o vão ajudar a mergulhar na essência da cidade:

  • Explore a Kasbah dos Oudaias ao pôr do sol: visitar este emblemático bairro ao entardecer vai permitir-lhe apreciar como a luz dourada realça os tons azuis e brancos das casas, oferecendo oportunidades fotográficas únicas e uma atmosfera mágica.
  • Desfrute de um chá de hortelã com vista para o rio Bou Regreg: no topo da Kasbah vai encontrar o Café Maure, um lugar tradicional onde pode provar um chá de hortelã acompanhado de doces marroquinos enquanto contempla as vistas panorâmicas do rio e da cidade de Salé.
  • Visite os souks da Medina em dias úteis: para evitar as multidões e desfrutar de uma experiência mais autêntica, percorra os mercados locais durante a semana. Vai poder interagir com os artesãos e descobrir produtos únicos sem pressa.
  • Assista a eventos culturais no Teatro Nacional Mohammed V: se é apaixonado por arte e cultura, consulte a sua programação para assistir a concertos, peças de teatro ou espetáculos de dança que reflitam a cena artística contemporânea de Marrocos.
  • Descubra a arte urbana no bairro de Hassan: passeie pelas ruas deste bairro para encontrar murais e grafitis que fazem parte do festival anual Jidar - Toiles de Rue, que transforma a cidade numa galeria de arte ao ar livre.
  • Prove a gastronomia local nas bancas de rua: além dos restaurantes, atreva-se a provar pratos como o sfenj (rosquinhas fritas) ou o maakouda (croquetes de batata), sobretudo na zona de Bab El Had.
  • Utilize o elétrico para se deslocar e conhecer a vida local: mais do que um meio de transporte, permite-lhe percorrer a cidade como mais um residente, observando o dia a dia dos habitantes de Rabat.

Perguntas frequentes

Lo es desde 1912, cuando el mariscal Hubert Lyautey la eligió como capital administrativa del Protectorado francés por su ubicación y su margen para crecer. Tras la independencia en 1956 se confirmó como capital del reino, y ahí siguen el palacio real, los ministerios y las embajadas.

Porque el sultán Yaqub al-Mansur, que en el siglo XII quería levantar la mezquita más grande del mundo musulmán, murió en 1199 y las obras se detuvieron. La torre, de 44 metros, iba a ser su minarete. Hoy se ve rodeada de los cientos de columnas de la mezquita que nunca se terminó.

La visita no tiene coste. Construido en la década de 1960, alberga los restos del rey Mohammed V, que lideró la lucha por la independencia, y los de sus hijos, el rey Hassan II y el príncipe Moulay Abdellah. Está vigilado por guardias con trajes tradicionales.

Un barrio fortificado del siglo XII, levantado como base militar, de calles estrechas y casas blancas y azules que recuerdan a la época andalusí. Dentro están el Jardín Andalusí y el Museo de los Udayas, instalado en un palacio del siglo XVII. Merece la pena recorrerla al atardecer, cuando la luz dorada realza los tonos de las casas.

No por dentro: Dar al-Majzén, construido en 1864, es la residencia oficial del rey y sede del gobierno. Desde fuera se pueden admirar las puertas principales, decoradas en bronce y madera, y el cambio de guardia, que se hace a diario.

Un yacimiento a menos de 2 km del centro donde se superponen dos épocas: sobre un asentamiento anterior, Roma levantó la ciudad de Sala Colonia, y en el siglo XIII los meriníes la convirtieron en necrópolis y lugar de retiro espiritual, añadiendo mezquitas y santuarios. Se ven murallas y columnas romanas junto a tumbas islámicas, y los jardines están llenos de nidos de cigüeñas.

La ciudad tiene un tranvía inaugurado en 2011 que conecta los puntos principales con Salé, con frecuencias de 10 minutos en hora punta y 20 el resto del día. Hay más de 50 líneas de autobús urbano, petit taxis azules con taxímetro para trayectos dentro de la ciudad y grands taxis blancos para salir de ella. El centro, la medina, la kasbah y el paseo marítimo se recorren bien a pie.

Temara, a 20 km, con playas tranquilas; el bosque de la Maâmora, uno de los alcornocales más grandes del mundo; las salinas de Sidi Moussa, con sus lagunas rosadas y blancas; Mehdia, con playa y laguna, buena para el surf y la observación de aves; y Skhirat, a medio camino de Casablanca.

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