O que ver em Safi

15 min de leitura
2.000
Años de historia
1508
Ocupación portuguesa
s. XII
La Gran Mezquita
120 km
A Essaouira

Safi, situada na costa atlântica de Marrocos, é conhecida por ser a capital da cerâmica do país e um dos destinos mais fascinantes para os amantes da arte tradicional.

Neste guia, vamos levá-lo a explorar as suas ruas cheias de história, os seus monumentos mais emblemáticos e o seu porto de pesca. Além disso, vai descobrir por que este é um lugar ideal para os aventureiros que gostam de atividades ao ar livre.

1. Como chegar a Safi e circular pela cidade

Safi está situada entre Casablanca e Essaouira, o que a torna um destino acessível a partir de várias partes do país. Embora não tenha aeroporto próprio, é possível chegar à cidade através de diferentes meios de transporte, cada um com as suas vantagens consoante o ponto de partida e o tipo de viagem que se pretenda fazer.

2.000
Anos de história
120
Km a Essaouira
1508
Ocupação portuguesa
s. XII
A Grande Mesquita

Desde Marraquexe

Este é um dos pontos de acesso mais utilizados pelos viajantes que desejam visitar a cidade. Conta com um aeroporto internacional bem ligado a vários destinos na Europa e noutras regiões. Assim que aterrar (ou se já estiver na localidade), pode recorrer a vários meios de transporte:

1
De carro ou táxi privado

A distância entre Marraquexe e Safi é de aproximadamente 150 km, e o trajeto demora entre 2 e 2 h 30 min pela estrada N8 e R301. Optar por um táxi privado ou um carro alugado permite desfrutar de maior comodidade e flexibilidade para fazer paragens pelo caminho.

2
De autocarro

Várias companhias, como a CTM e a Supratours, ligam ambas as localidades, mas na maioria dos casos fazem escala em Essaouira. A viagem dura cerca de 7 horas.

Desde Casablanca

Casablanca é o principal centro aéreo e económico de Marrocos, pelo que muitos outros visitantes chegam ao país através do seu aeroporto internacional Mohammed V.

1
De carro ou táxi privado

A distância é de 240 km, com um tempo de viagem de aproximadamente 2 h 30 min pela Autoestrada A1 e pela estrada N1.

2
De comboio

A ONCF oferece comboios desde Casablanca até à estação de comboio de Safi, com uma duração média de 5 horas.

3
De autocarro

Há serviços regulares. O trajeto demora cerca de 3 h 30 min.

Desde Essaouira

Essaouira fica a apenas 120 km, o que a torna uma das rotas mais curtas para chegar à cidade.

1
De carro ou táxi privado

A estrada costeira R301 liga ambas as cidades em aproximadamente 1 h 45 min. Este trajeto é especialmente atrativo, já que oferece vistas impressionantes sobre o oceano Atlântico e paisagens naturais únicas.

2
De autocarro

Há serviços regulares que ligam Essaouira e Safi em cerca de 2 horas, sendo uma alternativa económica e prática.

Desde El Jadida

El Jadida é outra cidade costeira relativamente próxima.

1
De carro ou táxi privado

A distância de 140 km pode percorrer-se em aproximadamente 1 h 30 min pela estrada N1.

2
De autocarro

Os autocarros que ligam El Jadida e Safi demoram entre 2 e 2 h 30 min, dependendo do trânsito e das paragens.

Como circular por Safi

Safi é uma cidade relativamente compacta, o que facilita a deslocação entre as suas principais atrações. De seguida, apresentam-se as melhores opções para circular pela cidade:

1
A pé

O seu centro histórico, a Medina, é ideal para percorrer a pé. Muitas das suas ruas são estreitas e pedonais, o que permite explorar os seus recantos sem necessidade de transporte. Lugares como o Castelo do Mar, a Grande Mesquita e a Colina dos Oleiros ficam a curta distância uns dos outros.

2
De táxi

Os pequenos táxis vermelhos são o meio de transporte mais prático dentro da cidade. São económicos e fáceis de encontrar, com tarifas reguladas e acessíveis. Funcionam com taxímetro dentro do centro urbano, mas em trajetos mais longos pode ser necessário negociar o preço com o condutor.

3
De autocarro

Safi conta com um sistema de autocarros urbanos, embora a sua frequência e cobertura sejam limitadas. Para se deslocar entre os bairros periféricos e o centro pode ser uma opção económica, mas para os turistas geralmente recomenda-se o uso de táxis ou caminhar.

4
Aluguer de carro

Pode ser interessante para quem deseje explorar os arredores e fazer excursões a praias como Lalla Fatna ou Cap Beddouza. Dentro da cidade, em contrapartida, não é a alternativa mais cómoda devido à densidade do trânsito e à falta de estacionamento no centro histórico.

Safi não entra em nenhuma das nossas rotas. Se quiser incluí-la na sua viagem, escreva-nos e vemos como fazê-lo.

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2. Breve história de Safi

Safi é uma das cidades mais antigas de Marrocos, com uma história que abrange mais de 2000 anos. A sua localização na costa atlântica fez dela um ponto-chave para diferentes civilizações ao longo dos séculos, desde os fenícios até aos portugueses e aos sultões marroquinos.

Origens e época fenícia

Os primeiros povoamentos na zona remontam à época fenícia (século VI a.C.). Crê-se que os fenícios estabeleceram um porto comercial neste ponto graças ao seu acesso ao Atlântico e às rotas comerciais com outras regiões de África e do Mediterrâneo.

Período romano e ascensão do comércio

Durante a ocupação romana (século I d.C. - século IV d.C.), Safi fez parte do reino da Mauritânia Tingitana e continuou a ser um importante enclave comercial. Embora não existam tantas evidências arqueológicas romanas como noutras cidades marroquinas, a sua influência na zona foi evidente.

Domínio islâmico e a dinastia almóada

Com a expansão do islão no norte de África, passou a fazer parte dos territórios controlados pelos muçulmanos no século VII. Durante o domínio da dinastia almóada no século XII, a cidade viveu um crescimento no seu desenvolvimento, com a construção de mesquitas e muralhas defensivas. Este foi um período fundamental para a sua consolidação como porto estratégico.

Ocupação portuguesa (1508-1541)

  1. 1
    1508, a tomada

    Os portugueses tomaram o controlo de Safi como parte da sua estratégia de expansão na costa atlântica de Marrocos.

  2. 2
    As fortificações

    Durante este período construíram o Castelo do Mar e o Borj el Dar, que ainda hoje se podem visitar.

  3. 3
    1541, o abandono

    Após a queda da fortaleza de Agadir, os portugueses abandonaram-na, deixando para trás o seu legado arquitetónico e militar.

Época moderna e desenvolvimento artesanal

Desde o século XVI até à atualidade, tem mantido a sua importância como porto comercial e centro de produção artesanal, sobretudo no domínio da cerâmica tradicional marroquina. Durante o período colonial francês (1912-1956), a cidade viveu um desenvolvimento industrial, mas sem perder a sua essência cultural e artística.

Hoje em dia, Safi é reconhecida pela sua cerâmica, pela sua herança histórica e pela sua comunidade piscatória. É um destino fascinante para os viajantes que desejam descobrir uma face menos turística, mas igualmente rica, de Marrocos.

3. O clima em Safi

O clima é mediterrânico com influência oceânica, o que significa que as temperaturas são amenas durante grande parte do ano.

1
Verão

As temperaturas rondam os 25-30 °C, embora a brisa do Atlântico ajude a manter o ambiente agradável, ideal para passear pela cidade ou desfrutar das praias. Os meses de verão são populares, sobretudo para os amantes do surf: praias como Lalla Fatna oferecem excelentes ondas para praticar este desporto.

2
Inverno

As temperaturas descem para uns 12-18 °C, oferecendo um clima temperado e confortável. Embora as chuvas sejam moderadas, ainda é possível desfrutar da cidade sem as temperaturas altas, o que a torna um destino adequado durante todo o ano.

3
Melhor época

A primavera e o outono, quando as temperaturas oscilam entre os 20-25 °C. Estas estações são perfeitas para quem quer desfrutar de atividades ao ar livre, explorar os monumentos históricos ou visitar a famosa Colina dos Oleiros. Além disso, nestes meses a cidade tem menos afluência turística.

4. A Medina: um passeio pelo centro histórico

O coração de Safi encontra-se no seu centro histórico, na sua Medina, um lugar onde o tempo parece ter-se detido. Passear pelas suas ruas estreitas e sinuosas é como viajar ao passado, rodeado de casas brancas e edifícios de arquitetura tradicional marroquina, que refletem a riqueza cultural da cidade. Este centro histórico é uma amostra da sua história e relevância ao longo dos séculos.

Muralhas do século XVI

As imponentes muralhas que rodeiam o centro histórico foram construídas durante a época portuguesa, oferecendo um passeio cheio de encanto e vistas panorâmicas. Estas fortificações não só protegiam a cidade, como também simbolizavam a sua importância como porto comercial na rota entre a Europa e África.

Lá dentro, os visitantes vão encontrar numerosos lugares-chave, como a Grande Mesquita de Safi, um exemplo perfeito da arquitetura islâmica, e o Castelo do Mar.

5. O Castelo do Mar: fortaleza e vistas espetaculares

O Castelo do Mar (Qasr al-Bahr) é um dos monumentos mais emblemáticos, e a sua história está intimamente ligada à ocupação portuguesa no século XVI.

Esta fortaleza foi construída para defender a cidade de ataques marítimos. Serviu como ponto-chave de vigilância e proteção para as rotas comerciais que ligavam Marrocos à Europa e a outras partes de África.

A sua função principal era controlar o acesso ao porto de Safi, garantindo a segurança dos barcos que atracavam nas suas costas. Graças à sua posição elevada, oferecia uma vista completa do oceano e dos seus arredores, o que a tornava um bastião inexpugnável perante os invasores. Ainda hoje, as suas muralhas e torres mantêm-se de pé, recordando o glorioso passado militar da cidade.

Suba às muralhas ao entardecer

Além da sua importância histórica, o Castelo do Mar é conhecido pelas suas vistas espetaculares sobre o oceano Atlântico. Os visitantes podem caminhar pelas suas muralhas e desfrutar de um panorama único da costa, sobretudo ao entardecer, quando o céu e o mar se fundem em tons dourados e azuis.

6. A Grande Mesquita de Safi: um testemunho de fé e arte

A Grande Mesquita de Safi é um dos monumentos religiosos mais importantes da cidade, e a sua história remonta ao século XII, durante o período da dinastia almóada.

Esta mesquita foi construída como símbolo do crescimento da cidade enquanto centro religioso e comercial, atraindo comerciantes e viajantes de diferentes regiões. A sua arquitetura reflete a influência da tradição islâmica, combinando elementos simples com detalhes artísticos únicos.

Como é por dentro

O desenho da mesquita é típico da arquitetura islâmica marroquina, com um pátio central rodeado por arcos em ferradura e paredes decoradas com mosaicos intrincados e caligrafia árabe. Os tetos estão adornados com tetos artesanais de madeira entalhada, um exemplo da habilidade dos artesãos locais. O seu minarete, visível a partir de vários pontos da cidade, é também um símbolo do poder espiritual que Safi teve ao longo da sua história.

7. A Colina dos Oleiros: o coração da cerâmica de Safi

Este é um dos lugares mais emblemáticos e o centro nevrálgico da famosa produção de cerâmica da cidade. Há séculos que esta cidade é reconhecida internacionalmente pela sua arte da cerâmica. Nesta colina concentra-se a maior parte das oficinas onde os artesãos continuam a aperfeiçoar as suas técnicas tradicionais.

Argila das colinas vizinhas

A arte da cerâmica caracteriza-se pelo uso de argila de alta qualidade, extraída das colinas próximas, e pelos desenhos elaborados que decoram as peças (pratos, jarras, mosaicos, etc.). Os padrões geométricos e florais, típicos da tradição islâmica, são pintados à mão com grande precisão, tornando cada peça numa obra de arte única.

Visitar a Colina dos Oleiros oferece a oportunidade de ver os artesãos a trabalhar nas suas oficinas, moldando o barro e decorando cada peça com esmero. Além disso, muitas oficinas permitem aos visitantes participar no processo, criando as suas próprias recordações.

8. O Museu Nacional da Cerâmica: história e tradição artesanal

O Museu Nacional da Cerâmica é um espaço dedicado a preservar e exibir a rica tradição artesanal da cidade. Situado num antigo palácio, alberga uma grande coleção de peças que mostram a evolução da arte cerâmica no país, desde os métodos mais antigos até às técnicas modernas que continuam a fascinar os visitantes.

Dentro do museu, os visitantes vão encontrar exposições que destacam muito mais do que a cerâmica funcional, como pratos e jarras. Exibem-se também peças decorativas, adornadas com padrões geométricos e florais que refletem a influência islâmica na arte marroquina. As coleções incluem tanto obras contemporâneas como antiguidades de grande valor histórico.

As peças em destaque

Entre elas encontram-se os grandes tajines de cerâmica vidrada, que se tornaram símbolos da gastronomia marroquina. Vai encontrar também mosaicos feitos à mão que decoram os interiores de muitos edifícios tradicionais.

9. O porto de Safi: atividades marítimas e vida piscatória

Este é um dos principais motores económicos da cidade, e a sua vida gira em torno das atividades piscatórias, que fazem parte integral da identidade da região. Com uma tradição que remonta a séculos atrás, continua a ser um lugar onde se pode observar a vida quotidiana dos pescadores locais e o constante ir e vir dos barcos de pesca.

Vá ver a descarga do dia

Ao visitar o porto de pesca, os viajantes podem assistir ao momento em que os pescadores descarregam a captura diária. Vai encontrar uma grande variedade de marisco e peixe fresco, como sardinhas, lulas e polvos, espécies muito populares nos mercados locais.

10. As praias de Safi: surf e relaxamento na costa atlântica

A praia mais conhecida é Lalla Fatna, situada a alguns quilómetros a norte da cidade, famosa pelas suas impressionantes ondas que atraem surfistas de todo o mundo. De facto, é um destino de renome dentro da comunidade surfista.

Além do surf, oferece espaços tranquilos onde os visitantes podem relaxar e desfrutar da beleza natural da costa. As formações rochosas e as arribas próximas acrescentam um encanto especial à paisagem, tornando-a um lugar perfeito para passeios relaxantes e para desfrutar do pôr do sol sobre o Atlântico.

E uma alternativa mais tranquila

Outras praias próximas merecem ser exploradas, como a de Cap Beddouza, um lugar mais isolado e com menos afluência, ideal para quem procura um ambiente mais sereno.

11. Borj el Dar: a fortaleza portuguesa do século XVI

Esta fortaleza foi concebida para defender a cidade de possíveis ataques marítimos e terrestres, desempenhando um papel fundamental na proteção do porto e das rotas comerciais. Com as suas muralhas espessas e torres de vigilância, é um testemunho da arquitetura militar portuguesa da época.

Dos seus terraços, pode desfrutar de vistas espetaculares sobre o oceano Atlântico e sobre a cidade, o que a torna um lugar ideal para captar fotografias impressionantes da paisagem costeira.

Hoje acolhe exposições

Além do seu valor histórico, o Borj el Dar é um espaço cultural que hoje em dia acolhe eventos e exposições, o que o torna um ponto de encontro para turistas e locais.

12. O que ver perto de Safi

1
Lagoa de Oualidia

A cerca de 60 quilómetros a norte, um refúgio natural ideal para os amantes da tranquilidade, da observação de aves e da degustação de ostras frescas. A lagoa, rodeada de colinas e praias, oferece um ambiente descontraído e perfeito para desfrutar da natureza.

2
Bosque de argão de Essaouira

A algumas horas de carro. Aqui poderá descobrir a famosa árvore de argão e visitar cooperativas que produzem óleo de argão de forma artesanal, apoiando as comunidades locais.

13. Gastronomia local

Com a sua localização costeira, Safi é especialmente conhecida pelo seu marisco fresco, considerado dos melhores de todo o Marrocos. Os sabores marroquinos, com as suas especiarias aromáticas e produtos locais, fundem-se em pratos que deliciam o paladar de qualquer visitante.

Pratos típicos

1
Tajine de peixe

Uma combinação requintada de peixe fresco, especiarias e legumes cozinhados em lume brando.

2
Pastilla de marisco

Uma versão local do famoso pastel de folhado recheado com marisco.

3
Sardinhas grelhadas

Também muito populares, sendo Safi um dos melhores lugares para provar este prato tão marroquino.

Os mercados locais estão cheios de produtos frescos do mar, o que torna o lugar no destino ideal para os amantes de marisco. Não pode deixar de provar o polvo e as lulas frescas, preparados de várias formas que realçam os seus sabores naturais.

Restaurantes recomendados

1
Le Filet du Pêcheur

Conhecido pelos seus pratos de marisco fresco.

2
Chez Hosni

Um lugar acolhedor onde os tajines e o peixe do dia são os protagonistas.

3
El Bahri

Famoso pelo seu ambiente junto ao porto e pelos seus pratos tradicionais marroquinos.

14. Conselhos gerais para visitar Safi

Se está a planear visitar Safi, há alguns conselhos que o vão ajudar a aproveitar ao máximo a sua experiência nesta encantadora cidade costeira.

  • Use os táxis para se deslocar pela cidade: são muito económicos e permitem-lhe deslocar-se rapidamente entre os principais pontos de interesse. Embora caminhar seja uma excelente opção para explorar o centro histórico e as suas ruas estreitas cheias de história, os táxis são ideais se quiser visitar as praias próximas ou o porto de pesca.
  • Não se esqueça de levar dinheiro em numerário, já que em muitos dos mercados e restaurantes locais não aceitam cartões.
  • Se tiver interesse na cerâmica, a Colina dos Oleiros é o lugar perfeito para adquirir peças únicas e autênticas dos artesãos locais.

Perguntas frequentes

Es la capital de la cerámica de Marruecos y lo lleva siendo siglos. El centro de la producción es la Colina de los Alfareros, donde se concentra la mayoría de los talleres. Se trabaja con arcilla de alta calidad extraída de las colinas cercanas y los patrones geométricos y florales se pintan a mano. Muchos talleres dejan participar en el proceso.

El Qasr al-Bahr, la fortaleza que los portugueses levantaron en el siglo XVI para defender la ciudad de ataques marítimos y controlar el acceso al puerto. Sus murallas y torres siguen en pie y se pueden recorrer; las vistas del Atlántico son especialmente buenas al atardecer.

De 1508 a 1541. Tomaron la ciudad como parte de su expansión por la costa atlántica y durante esos años construyeron el Castillo del Mar y el Borj el Dar, que todavía se pueden visitar, además de las murallas del centro histórico. La abandonaron tras la caída de la fortaleza de Agadir.

No tiene aeropuerto propio. Desde Marrakech son unos 150 km, entre 2 y 2 h 30 min por la N8 y la R301. Desde Casablanca, 240 km y unas 2 h 30 min por la A1 y la N1, o unas 3 h 30 min en autobús y 5 horas en tren. Desde Essaouira, a solo 120 km, es 1 h 45 min por la carretera costera R301, con vistas al Atlántico. Desde El Jadida, 140 km y hora y media.

La primavera y el otoño, con temperaturas de 20-25 °C y menos turistas. En verano se está entre 25 y 30 °C, con la brisa del Atlántico suavizando el ambiente, y en invierno entre 12 y 18 °C, con lluvias moderadas: es un destino apto todo el año.

La playa más conocida es Lalla Fatna, unos kilómetros al norte de la ciudad, famosa entre los surfistas por sus olas y rodeada de formaciones rocosas y acantilados. Para un ambiente más tranquilo y aislado está la playa de Cap Beddouza.

Otra fortaleza portuguesa del siglo XVI, construida para defender la ciudad de ataques por mar y tierra, con murallas gruesas y torres de vigilancia. Desde sus terrazas hay vistas del Atlántico y de la ciudad, y hoy funciona además como espacio cultural que acoge eventos y exposiciones.

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